Se voce leu a postagem passada, talvez ficou pensando que o cara que escreveu fosse uma pessoa estranha, que mendiga atenção e não tem noção das coisas...
Eu normalmente leio tudo que posto, leio muito bem o que escrevo ante de deixar aquilo publico. Mas quando escrevo nesse blog, gosto de deixar simplesmente a ideia fluir, me da uma sensação de liberdade intelectual. Ate porque, não tenho noção de quem vai ler, e isso e muito confortável.
Nao vou explicar a postagem anterior, porque seria bem estranho, cabe uma interpretação ai (risos)
Hoje eu gostaria de escrever que eu considero clichê so de pensar...algo que por mais que seja comum de se falar hoje, ainda não e um assunto muito fácil de entender.
"Essas reflexões sempre me levam a pontos mais obscuros de pensamento. Hoje me peguei em uma situação que por varias vezes acabei julgando as pessoas. O motivo consiste em todas essas pessoas - garotas e mulheres - que conheço, sejam elas pessoalmente ou através dos aplicativos de relacionamento, todas elas não sabem mais interagir de forma humana com as pessoas - ou comigo, nesse caso -. Digo isso especificamente, porque recentemente tive a oportunidade de conhecer uma garota pessoalmente…como as pessoas antigamente conheciam umas as outras.
Ela veio fazer uma pesquisa de qualidade sobre um determinado produto para uma empresa especifica. Muito que bem, cedi meu tempo e participei dessa pesquisa, que em si, durou apenas alguns minutos. O que me surpreendeu foi que quando acabou, nos continuamos a conversar. Falamos sobre muitas coisas (nos ja tínhamos descoberto o nome um do outro) desde estudos, trabalhos, família e ate meio que criamos um “roteiro” para sairmos.
Eu realmente me surpreendi, na minha cabeça aquilo não era mais possível, "as pessoas haviam perdido aquela pratica”. Por fim, tivemos uma conversa de mais ou menos uns vinte minutos. Trocamos os números, deixamos tudo muito “alinhado”, não tinha o que dar errado.
Pessoalmente a garota era muito gente boa! Realmente me fez acreditar que ainda e possível você conhecer alguém como se conhecia antes de uma coisinha chamada WhatsApp aperfeiçoar (ou amaldiçoar) a forma como interagimos com outros humanos.
Então nos começamos a conversar dois dias depois de trocarmos os números...e eis que minha descrença na humanidade se fez mais viva: a garota se demonstrava por mensagens uma pessoa completamente avessa a guria simpática que havia encontrado pessoalmente. Claro que não fui logo de cara intimando ou sequer questionando, não tínhamos nada e nada me dava o direito de cobrar aquilo.
Eu apenas insisti bem sutilmente que fossemos tomar um cafe perto de onde ela trabalhava, assim não ficaria ruim para nenhum de nos dois - a historia de unir o útil ao agradável -.
De forma resumida, nos conversamos bastante, e em determinado ponto, rolou uns beijos e tudo mais. Antes irmos embora, a garota levantou o assunto da indiferença dela mesma, e iniciou uma explicação que embora eu quisesse, eu não esperava que viesse voluntariamente: "eu nunca inverti e método de conhecer alguém, primeiro eu conheço, conversamos por mensagem e depois eu saio com a pessoa, não entendi o que aconteceu entre eu e você". Soou um papo meio doido, mas eu aceitei porque ela disse que aquilo para ela era "muito Black Mirror", então pude entender.
Depois, acabou que nos conversamos mais umas vezes, mas conseguimos estabelecer que eu queria algo humano, que fosse igual tanto por celular, quanto frente a frente. E para ela, conhecer um cara era baseado no "modelo Tinder" de relacionamento".
Moral da historia: realmente existem pessoas que não aprenderam o antigo método de conversa tradicional, ou seja...desenvolver um assunto normal na frente da pessoa, e o celular ser uma forma de complementar o dialogo.
Mas nada muda, vamos adiante conhecendo essas pérolas que a vida nos deixa.
Da uma olhada no blog, eu vou publicar um texto logo após esse. Eu escrevi inspirado numa colega que quase foi dessa para uma melhor, devido um um amontoado de problemas pessoais e profissionais. Fique tranquilo, pois ela leu meu textinho e ate gostou muito.
Acompanhe-me.