Nada poderia ser tão poético, quanto você acordar no domingo de manha, se despedir da garota, leva-la ate o carro do Uber.
Ai você nota que o domingo e um domingo incomum…esta chovendo e fazendo frio, depois de muito tempo com cara de verão. Eu não gosto do verão.
Tudo se torna tão marcante ao ponto de parecer cinematográfico. Cria-se uma marca em minh'alma, mais uma.
O cafe da manha no quarto escuro se torna um cinema sombrio, onde as imagens apenas são mostradas na minha mente. Imagens de uma noite que por si so, se faz inesquecível.
Uma noite veloz! Fica claro quando você tem uma noite, uma única noite para simplesmente tocar a alma de um ser tão perfeito, e então chega o dia. Apaga todo o rastro que o reflexo do suor deixou na cama.
Você se depara com o perfume que a garota deixa em todos os cômodos das tua casa. Tua casa se torna seu próprio limbo…deixou de ser meu abrigo seguro.
"Entre por essa porta agora. e diga que me adora.
Vem, vambora!"
As memórias se tornaram um mesclado de horas passadas e cinzas frágeis, que com o menor toque ou sopro, some de uma vez.
O que fica no final de tudo, depois de duas canecas grandes de cafe, e apenas a incerteza se o celular vai tocar, se tua mensagem vai ser respondida. Fica o medo de não ter rédeas sobre o coração, medo que o perfume fique incrustado não so na minha camisa que ela usou, mas na cama, no quarto…isso vai destruir qualquer resquício de sono, de calmaria.
Eu sempre digo, penso e trabalho com a hipótese que o amor e um agente maligno. Mas me corrijo, pois dizem que o “amor move montanhas”.
Eu tenho medo do amor.
#Referencia musical: Vambora - Adriana Calcanhotto
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